Entre os dias 26 e 30 de Novembro de 2007 foram realizadas seis mesas redondas abertas nas quais participaram os convidados a fazer parte do Comité e outros desenhadores e membros da DIMAD como Pedro Feduchi, Alberto Marcos, Sonía Díaz, Irene Gil, Cutu Mazuelos, além de outros colaboradores como Vicente Verdú, Xènia Viladàs, Javier Abio, José María Faerna, Darío Corbeira e Pier Luigi Cattermole.
Os temas: “América Latina, território do desenho”; “Novos desenhadores, novas linguagens, novas soluções”; “Desenho responsável”, “A cidade à escala humana”, “O factor desenho e a economia criativa”, “Desenho no começo do Século XXI/uma olhada transversal ao desenho” e “Ricos, pobres e desenhadores”.
Sobre os diferentes temas desenvolvidos abordou-se o debate sobre a América Latina como área cultural e económica diferenciada. Enfatizou-se a necessidade de troca profissional entre os profissionais da América Latina, trataram-se as dificuldades de superar as barreiras territoriais e manifestaram-se preocupações sobre as deficiências formativas. Os participantes constataram que há procura de desenho e salientaram a incidência que o mesmo tem nas economias nacionais e a necessidade de que a disciplina gere resposta a problemas sociais.
As discussões propuseram a relação construtiva que se necessita criar entre desenhadores, empresas e políticas de fomento; a necessidade de aprender a relacionar-se com os clientes; como a América Latina pode oferecer propostas de desenho que podem ser úteis às pessoas em sociedades emergentes. Neste sentido, insistiu-se em que as Escolas devem acompanhar a renovação de ideias e ser um laboratório de projectos bem como estimular o uso de técnicas e materiais alternativos.
As mesas compartilharam a ideia de que o desenhador não deve somente atender o cliente senão que como profissional, deve ensinar a comunicar e a pensar, o cliente e os utilizadores. A conclusão foi unânime: o desenho pode adquirir sentido deslocando-se transversalmente por meio de outras disciplinas. A hibridação dos tempos que correm, a facilidade para criar relações e cruzar fronteiras é uma fonte inesgotável de criação e isto significa novas oportunidades para o mundo do desenho em todas as suas áreas. O desenho tem a capacidade de responder criativamente às mudanças e transformações sociais e económicas de cada país.

A penúltima mesa redonda foi sobre “O Desenho no começo do século XXI / Uma olhada transversal do desenho”. Nela debateram Peter Mussfeldt (Equador), Alberto Corazón (Espanha), Manuel Martínez Torán (Espanha), Iván Cortés (Colômbia) e Francisco Providência (Portugal), moderados por Gloria Escribano. |

Javier Aguado (Fund. Banco Santander), Elisa Sáinz (ddi), Carlos Baztán (Câmara Municipal de Madrid), o jornalista Vicente Verdú, Manuel Estrada (DIMAD) e Ruth Klotzel (Brasil) trocaram ideias sob o título “Desenho para quem: ricos, pobres e desenhadores”, moderados por Gloria Escribano. |

Javier Aguado (Fund. Banco Santander), Elisa Sáinz (ddi), Carlos Baztán (Câmara Municipal de Madrid), o jornalista Vicente Verdú, Manuel Estrada (DIMAD) e Ruth Klotzel (Brasil) trocaram ideias sob o título “Desenho para quem: ricos, pobres e desenhadores”, moderados por Gloria Escribano. |

A Sala de Conferências da Central de Diseño contou com um público curioso e conversador. |
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Profissionais do desenho e alunos de diferentes Escolas de Arte e de Desenho aproximaram-se para escutar as conferências programadas pelo Encontro da BID ’07. |